"A medida do amor é amar sem medida" Santo Agostinho

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Solidão, Legião Urbana


Marco foi embora e não volta mais
E o trem das sete e meia sem ele
é um coração de metal sem a sua alma
No frio da cinza manhã da cidade

Na escola o banco está vazio, Marco está dentro de mim
É doce o seu respiro entre os meus pensamentos
Distâncias enormes parecem nos dividir
Mas dentro de mim o coração bate forte

Quem sabe você pensa em mim
Se com os seus pais não fala mais
Se você se esconde como eu,
se foge aos olhares e aí está
Trancafiado no quarto sem querer comer
Aperta forte o travesseiro contra si
E chora, sem saber quantos outros males
...te fará
A Solidão

Marco, tenho uma foto sua no meu diário
Você tem os olhos de um garoto meio tímido
Aperto-a forte contra o meu coração e sinto que você está
Entre os deveres de Inglês e Matemática

Teu pai e seus conselhos, que coisa chata
Ele e o seu trabalho te levaram embora
Com certeza ele nunca perguntou a sua opinião
Só disse "Um dia você me entenderá!"

Quem sabe você pensa em mim
Se conversará com seus amigos para não sofrer mais por mim, mas você sabe que não é fácil
À escola não posso ir mais, e as tardes sem você
É inútil estudar, todas as idéias vão em sua direção

Não é possível
Separar
A vida de nós dois
Te peço que me espere
meu amor
Mas não sei te iludir...

A solidão entre nós, dentro de mim este silêncio
É a preocupação de ter que viver a vida sem você
Peço que me espere porque
Não posso ficar sem você
Não é possível separar as nossas histórias

A solidão entre nós, dentro de mim este silêncio
É a preocupação de ter que viver a vida sem você
Peço que me espere porque
Não posso ficar sem você
Não é possível separar as nossas histórias
A Solidão...

Coisa de doido é essa facul


Em 2002 decidi que queria fazer o Curso de Ciências Biológicas na UFPE. Tudo certo, mas também adorava Física, e agora? Pensei: faço Biologia quando terminar vou para Física, acho que não vai ser tão difícil assim (anraaan!). Terminei Biológicas, o tempo passou e em 2009 consegui passar na UFRPE e comecei o curso. Cara! Tô ralando como uma doida. Cálculo é doidice, Física é doidice, mas eu gosto e acho que não vou desistir não... Pelo menos por enquanto.

Einstein e a religião



"O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos." Albert Einstein
São palavras de um sábio, um dos maiores de todos os tempos para mim, concordo com quase todas as teorias dele que já tive acesso, mas não consigo concordar com estas idéias. Não entendo como um homem que acreditava na Física Quântica, acreditava em partículas que só podem ter a chance de ser provadas a sua existência agora com os aceleradores de partículas (mais de meio século depois da sua morte), acreditava apenas na beleza das obras e desacreditava no Criador. Entendo que o aprendizado das ciências e a pesquisa científica cegam um pouco, nos deixando até ateus, entendo, por que já passei por essa fase. Mas Deus se faz presente em tantas coisas e há essa dificuldade em aceitar a existência desse ser tão vivo quanto meu Deus. Aceito essa incredulidade, dele e de tantas pessoas que conheço. E aceito também a crença dos outros em outros deuses, não imponho minha crença a ninguém, me acho imatura demais para conseguir explicar o que sinto, por que o que sinto, apenas sinto. Deus existe, ponto. Mas mesmo assim acho interessante a maneira que ele fala de Deus, como “religiosidade cósmica”. É até engraçado que um homem tão inteligente prefere acreditar numa RELIGIOSIDADE CÓSMICA que num Deus mais vivo.
Concordo quando ele diz: “O espírito científico, fortemente armado com seu método...” o espírito científico não está apenas armado com seus métodos, mas também com a descrença naquilo que não pode ser provado por cálculos matemáticos. Mas não concordo quando ele diz: “se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade” por que não me considero ingênua, me considero até inteligente demais e ainda assim acredito, com muitos questionamentos (claro), já que me foi dada uma mente pensante.
Mas acredito que ele acreditava sim, do seu jeito, mas acreditava:
“Eu quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os pensamentos Dele, o resto são detalhes.” Albert Einstein
Com essas palavras, só estava dizendo acreditar nesse Deus, criticando esse conceito de Einstein sobre Deus, e dizendo que a pesar das suas inclinações religiosas, ainda dou muito crédito as conceitos científicos dele, a pesar das muitas críticas sofridas com as novas descobertas na área da Física Quântica.

O FIM (março de 2009)


Diante de todas as dificuldades que passou durante pelo menos os últimos dez anos, para aquela, não encontrava uma solução possível, pelo menos para se enganar achando que a felicidade viria. Antes tudo era possível, olhar a realidade dura e se enganar... fui até o quarto, um copo de água na mão, encostei na porta. Olhei em volta, aquele quarto, onde passei momentos maravilhosos, agora não representava nada. Apenas as lembranças que queria esquecer e ao mesmo tempo arrumava subterfúgios para não se esquecer de nada. Onde ele está agora? Eu não sabia que estava acabando, então como poderia ter feito alguma coisa para não deixar acabar assim. “Não, não faça isso! você não é culpada.” Minha mente repetia para mim o tempo todo. A única solução plausível era deixar de existir. Será que tenho essa coragem? Não, não tenho. Os dias correm tão lentamente, parece que o mundo corre em câmera lenta quando não estás por perto. Será que um dia vou rir disso tudo, ou ao menos esquecer? Não me vejo amando outra pessoa como... Prefiro não pensar, mas é a única coisa que consigo fazer, pensar. Deito-me nesse chão frio, as lágrimas rolam involuntariamente, um cansaço bate, nem sei como consegui trabalhar hoje, o sono chega igualzinho como chega àquelas crianças que adormecem chorando porque a mãe não deixou ir brincar no vizinho. Enfim adormeço e sonho sonhos lindos de quando estavas aqui, até consigo sorrir. Mas o medo agora é acordar e voltar para a realidade da sua ausência.

Solitude


A Solitude pode ser vista por vários ângulos. Podemos nos sentir bastante frágil ou encontrar nela forças para prosseguir, seu ângulo vai depender de como você encara a vida. Tenho aprendido a conversar com Deus nesses meus momentos a sós. Tenho lido Mateus e percebido que até Jesus Cristo se retira para o monte e fica a sós com o Senhor. Afasto-me de Deus por muitas vezes, mas Deus é tão misericordioso que ao me aproximar Dele não sinto que ele também se afastou de mim, pelo contrário, Ele clama pela minha reaproximação. Óbvio que Deus quer que vivamos em comunhão com os outros, Ele fez o homem para o relacionamento, mas precisamos ficar sozinhos com Ele vez em quando para escutá-lo falar. O corre-corre, a agitação do mundo, o trabalho, as pessoas tem nos afastado de Deus e é necessária uma aproximação para uma boa conversa, orações e aprendizado. Enfim, estar sozinha com Ele tem feito muito bem para o meu coração e para minha alma.

O que é bonito, Lenine


O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...

Coincidências do Amor


Muitas vezes, por medo, ou por qualquer outra coisa, deixamos o amor escapar. Ele está ali diante dos nossos olhos, mas deixamos ir porque é inseguro, vai dar trabalho, ou até é demais para mim. No filme Coincidências do Amor, aliás, um filme muito gostoso de assistir, encontrei exatamente isso. Um homem que é apaixonado por sua melhor amiga a treze anos, mas por medo não faz com que as coisa aconteçam. Lógico que no enredo existem outras coisas que deixam o filme mais engraçado, mas no meu filtro o que ficou de mensagem é que perdemos tempo com os “se” da vida, tipo: e se não der certo, se eu levar um fora, se não conseguir falar, se bancar o idiota. Pior do que passar treze anos da vida, que já é curta, apaixonado e sem dizer nada, não pode ficar. O filme é gostoso, é engraçado e é comédia romântica, que eu adoooooro.